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Bar-Mitzvah

Quinta-Feira, 06 de Setembro de 2012 | 16:08

As leis que regulam o Bar-Mitzvah foram passadas por D'us a Moisés e com o decorrer do tempo várias tradições surgiram no meio das diferentes comunidades espalhadas pelo mundo.

O Bar-Mitzvah costuma ser comemorado na sinagoga, na segunda ou quinta-feira mais próxima da data do aniversário do jovem segundo o calendário judaico. Diante da comunidade, durante as preces da manhã, o menino lê o primeiro segmento da Perashá - a Porção Semanal da Torá - que será lida, por inteiro, no Shabat seguinte.

A leitura da Torá é elemento fundamental da cerimônia, já que receber uma aliá - ou seja, ser chamado a ler a Torá - é uma dádiva espiritual que só pode ser dada a um judeu que já tenha completado 13 anos de idade.

Na tradição sefaradita, a cerimônia do Bar-Mitzvah tem início com a colocação de um novo talit - O xale ritual sagrado que envolve os homens durante as rezas - sobre o qual o jovem recita bênçãos que são seguidas pelo shecheheianu - a berachá tradicional de agradecimento a D´us por nos ter dado o privilégio de estar vivenciando tal data.

A partir do Bar-Mitzvah, os sefaraditas sempre usam o talit durante as rezas da manhã. Em algumas comunidades asquenazitas, os homens judeus passam a rezar com o talit apenas após se casarem.

A cerimônia do Bar-Mitzvah continua com a colocação dos Tefilin - os filactérios de couro. O mandamento do Tefilin, um dos mais importantes da Torá, constitui um elemento fundamental do Bar-Mitzvah, pois, com raras exceções, os Tefilin só são usados depois que o jovem completa 13 anos de idade. A partir do Bar-Mitzvah serão colocados todos os dias, à exceção de Shabat e dos Chaguim, os dias das Festas. Os Tefilin ligam os judeus a D´us, além de proteger e abençoar aquele que os portam. São o próprio símbolo do Bar-Mitzvah e de tudo que essa data religiosa implica. Os Tefilin são colocados no braço, junto ao coração, e sobre a cabeça, simbolizando a razão. A tira de couro que amarra o braço é passada sete vezes em torno deste. Na cerimônia do Bar-Mitzvah, costuma-se dar aos avós o cavod, isto é, a honra, de darem as primeiras voltas em torno do braço seguidas de outros familiares ou convidados que mereçam tal honraria.

Entre os sefaradim as mulheres costumam jogar confeitos de amêndoas sobre o jovem Bar-Mitzvah quando ele acaba de ler a Torá, pela primeira vez, para lhe trazer boa sorte. Ao terminar a leitura, o jovem é saudado pelos presentes com os votos de Besiman Tov, como um bom augúrio, significando o desejo de que aquela aliá seja um presságio para futuras bênçãos e alegrias em sua vida. Algumas comunidades também abençoam o jovem com as seguintes palavras: "Que tenhamos a graça de o ver sob a chupá, o pálio nupcial, com seu pai e sua mãe e com todos seus familiares, em boa saúde".

Após a leitura da Torá, existe o hábito do jovem pronunciar um discurso para mostrar a sua sensibilidade em entender os comentários dos Textos sagrados, afirmar seu compromisso com o judaísmo e assumir seu lugar na comunidade.

A cerimônia do Bar-Mitzvah continua no Shabat. Em algumas comunidades, o jovem conduz as orações de Shabat na sinagoga. O essencial, porém, é que ele seja novamente chamado para ler a Torá e, logo após, a Haftará, que é um trecho tirado dos Livros dos Profetas, relacionado ao assunto da Perashá da semana.


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Ale Soares
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